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ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 9/2001
de 21 de Maio
Reforça os mecanismos de fiscalização
e punição de práticas laborais
discriminatórias em função do sexo
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea
c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como
lei geral da República, o seguinte:
Artigo 1.º
Âmbito
A presente lei visa:
1) Alargar a competência da Inspecção-Geral do Trabalho
para a prevenção, fiscalização e punição
de práticas laborais discriminatórias, incluindo as indirectas,
em função do sexo;
2) Valorizar os pareceres da Comissão para a Igualdade no Trabalho
e no Emprego relativos às discriminações laborais.
Artigo 2.º
Conceitos
Para efeitos de aplicação da presente lei, entende-se por:
a) Discriminação o conceito previsto na alínea a)
do artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 392/79, de 20 de Setembro;
b) Discriminação indirecta o conceito previsto no artigo
2.º da Lei n.º 105/97, de 13 de Setembro.
Artigo 3.º
Fiscalização
No âmbito das competências da Inspecção-Geral
do Trabalho, determinadas pelo Decreto-Lei n.º 392/79, de 20 de Setembro,
pela Lei n.º 105/97, de 13 de Setembro, na redacção
da Lei n.º 118/99, de 11 de Agosto, e do Decreto-Lei n.º 102/2000,
de 2 de Junho, os procedimentos a adoptar relativamente às práticas
laborais discriminatórias em razão do sexo incluirão
os seguintes:
1) A todo o tempo, por sua iniciativa ou quando solicitada a intervenção
por entidade idónea, deve a Inspecção-Geral do Trabalho
proceder à verificação concreta de prática
discriminatória, no prazo máximo de 30 dias após
a notícia;
2) A acção inspectiva, baseada em parecer da Comissão
para a Igualdade no Trabalho e no Emprego que indicie a existência
de prática discriminatória poderá ser acompanhada
por técnicos desta Comissão; nos restantes casos, a Inspecção-Geral
do Trabalho deverá informar aquela Comissão, no prazo de
60 dias, do respectivo resultado.
Artigo 4.º
Pareceres
Os pareceres da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego
que confirmem ou indiciem a existência de prática laboral
discriminatória são comunicados de imediato à Inspecção-Geral
do Trabalho para os efeitos do disposto no artigo anterior.
Artigo 5.º
Entrada em vigor
A presente lei entra em vigor no 30.º dia após a publicação.
Aprovada em 15 de Março de 2001.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida
Santos.
Promulgada em 3 de Maio de 2001.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 10 de Maio de 2001.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
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